Professor Fábio Cardoso Disponibiliza Vídeo da Disciplina Filosofia Referente a “Classes Sociais No Brasil” Para Turmas do Eixo VI e VII A VI B Além do 1º Ano Noturno


Editora Sextante

Classe social

Classe social é um grupo dentro de uma sociedade que se diferencia de outros em decorrência de características econômicas, políticas ou culturais. A classe social é composta por indivíduos que ocupam posição próxima na escala da produção e do consumo, por isso têm em comum um padrão de vida, hábitos culturais, poder de influência, mentalidade e interesses.

Na literatura sociológica, esse conceito abrange diferentes concepções, que divergem conforme o critério que adotam para classificar as classes. Nas sociedades capitalistas, esse critério é predominantemente econômico, mas, em algumas concepções, pode vincular a renda a outros aspectos, como escolaridade, aporte cultural ou poder político.

Classe social no Brasil

Nas sociedades capitalistas, a mobilidade social é viabilizada por fatores como:

  • Ampliar a escolaridade.
  • Galgar uma ocupação de trabalho prestigiada.
  • Ter participação política.

Porém, a estrutura social, especialmente em economias emergentes como a brasileira, afunila as possibilidades para que essa mudança de posição na hierarquia seja atingida por meio do estudo, da profissão ou da conquista de direitos. Outros fatores como gênero e etnia se somam aos vetores renda e escolaridade para complicar essa equação, de forma que uma mulher negra, pobre e com ensino fundamental incompleto terá uma gama de possibilidades de ascensão social bastante reduzida comparada a um homem branco, com ensino superior e rico.

O Brasil é o segundo país mais desigual do mundo, atrás apenas do Catar. Aqui, 1% da população (cerca de 1,5 milhão de pessoas) concentra 23,2% da renda total declarada ao Imposto de Renda. Desde os anos 1930, esse 1% detém de 20% a 25% da renda total do país, ou seja, nesse grupo não há variação significativa.

Conforme dados da FGV Social, no ano de 2018, o percentual de famílias ricas e de classe média alta (A e B) no Brasil era de 14,4%, o que corresponde a cerca de 30 milhões de pessoas. Esse grupo também é denominado “classe média tradicional”. A escolaridade média desse grupo é de 13,2 anos contra 8,7 da média brasileira. A taxa dos que cursam MBA nessas classes é cinco vezes maior que a média nacional. Esses grupos concentram também uma quantidade maior de empregadores, empresários e comerciantes, além de deter uma taxa de empreendedorismo de 12,9% contra 4,8% da média da população.

Em 2018, a classe C, também conhecida como “nova classe média”, correspondia a 55,3% da população brasileira, em torno de 115,3 milhões de pessoas. Esse agrupamento incorporou famílias que melhoraram de vida no ciclo econômico positivo da primeira década de 2000, mas também inclui famílias da classe B que empobreceram. Todavia, se comparada a 2003, quando comportava cerca de 67,1 milhões de pessoas, é perceptível um grande crescimento desse grupo, que se estabilizou, mesmo com as sucessivas crises econômicas, na faixa de 55% da população.

Segundo a mesma pesquisa, as classes D e E, que abrangem a população pobre, em 2018, representava 30,3% da população do Brasil, aproximadamente 62,3 milhões de pessoas. Esse grupo possui rendimento volátil, isto é, é composto por um grande contingente de trabalhadores informais. Nesse grupo 70% das famílias não dispõem de reserva financeira para uma situação de crise, por isso é a mais afetada em termos de endividamento e mesmo pela fome em situações excepcionais, como a Pandemia do Novo Coronavírus.

Classe social para o IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- IBGE, órgão que provê as informações estatísticas oficiais que orientam o governo federal no planejamento, formulação e gestão de políticas públicas, utiliza uma definição de classe social baseada na faixa salarial. A renda é dividida em cinco classificações, conforme a quantidade de salários mínimos na renda mensal das famílias. As classes são categorizadas em:

  • A– Acima de vinte salários mínimos.
  • B– Dez a vinte salários mínimos.
  • C– Quatro a dez salários mínimos.
  • D– Dois a quatro salários mínimos.
  • E– Até dois salários mínimos.

Publicado por Milka de Oliveira Rezende

Publicado por hildacfba.wordpress.com, em 25/05/2023.

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