Inglês informal- Profº Adalberto-Turmas: 1ºF- 2º e 3º Mat- CERS e 3º Vesp- TUIUTIBA


Lucas Gilbert


Publicado em 9 de ago de 2019

Inglês informal

(*) by Jerry Mill

No Brasil e no mundo, estudantes e usuários da língua inglesa (e de outros idiomas, claro) nem sempre tomam as medidas e os cuidados necessários na sua busca por dizer a coisa certa no momento oportuno e, com isso, chegar à tão almejada fluência ou naturalidade no uso do idioma-alvo, seja ele falado ou escrito. Dito de outra forma, na prática, não basta a eles ter aprendido o idioma bretão a contento, pois também é preciso que eles tenham a perspicácia (ou a sensibilidade, diriam alguns) minimamente aguçada para perceber quando (não) usar uma ou outra gesticulação, palavra, expressão ou argumento. Quando eles podem (ou devem) ser mais (ou menos) formais, ou informais.

Well, notoriamente, o inglês informal é aquele cujo uso é recomendado apenas nas interações orais ou por escrito que temos com a família e os amigos (que incluem os contatos via redes sociais e aplicativos de mensagens), sem muitas preocupações com as convenções linguísticas estabelecidas por nossos antepassados, como concordância, seleção de vocabulário adequado e apego à boa pronúncia ou à devida pontuação. Por outro lado, o inglês formal é o que se assemelha a aquele que aparece em registros escritos, como livros, provas, redações, ensaios, contratos, relatórios, artigos, discursos, pronunciamentos etc.. Aquele que, mesmo quando lido (em voz alta), traz consigo um quê de pompa e circunstância, gerando admiração em alguns e repulsa em outros.

By the way, não sei se você já percebeu, mas omitir palavras é algo comum quando falamos e escrevemos inglês (e outras línguas, como o nosso português) informalmente. Na English language, esse fenômeno geralmente acontece com o ‘desaparecimento’ dos verbos auxiliares (do, does e did, por exemplo) e dos pronomes pessoais (mormente o I e o you), em especial quando falamos com naturalidade, não nos prendendo às amarras das regras gramaticais e dos lembretes estilísticos presentes nos livros didáticos, manuais de consulta, dicionários ou quetais.

E digo mais: quando você ouve uma música, assiste a um filme ou lê um determinado tipo de texto (em prosa ou verso, tanto faz), é comum você se deparar com registros daquilo que costumamos chamar de spoken English, ou seja, o inglês falado, que não é melhor e nem pior do que o written English (inglês escrito), mas simplesmente diferente. Tão diferente, às vezes, que é preciso apenas tomar a devida precaução para não fazer uso de uma ou outra modalidade nos lugares e nos momentos inapropriados, os quais você, com certeza, ao fazer uso do seu bom senso, saberá discernir um do outro.

Para não ficar o não dito pelo dito, pois, lembre-se que algumas características que diferenciam as duas modalidades de produção linguística são o uso de palavras e frases mais longas e complexas, com maior zelo com relação ao uso da pontuação, das regras gramaticais e a opção por não usar formas contraídas como o ‘ll (o verbo auxiliar will, que indica o chamado futuro simples), o ’m (a forma am do verbo to be), o ’ve (a forma curta do verbo to have), gírias (como bro e stuff), expressões idiomáticas (como donkey’s years e to draw the line), phrasal verbs (como to keep up e to come across) e o linguajar da Internet – em especial abreviações como B4 e 2U, para dizer ‘before’ e ‘to you’, respectivamente.

Como deve ter dado para perceber, aprender um idioma (estrangeiro ou não) vai muito além de aprender as suas regras e exceções. Essa parte, na minha humilde opinião, é comparável a aquele manual de instruções que vem com os aparelhos eletroeletrônicos que, volta e meia, temos que comprar. A linguagem informal, para mim, se assemelha à prática difundida de abrir mão das instruções contidas nesse manual e optar por seguir os nossos instintos, ou os nossos desejos mais íntimos. Dar uma de rebelde, até certo ponto. O que nem sempre resulta numa boa bisca, convenhamos…

(*) Jerry Miil é mestre em Estudos de Linguagem (UFMT), presidente da Associação Livre de Cultura Anglo-Americana (ALCAA), membro-fundador da ARL (Academia Rondonopolitana de Letras), associado honorário do Rotary Club de Rondonópolis e autor da biografia Lamartine da Nóbrega – Uma História Como Nenhuma Outra

Por A Tribuna -1 de junho de 2019.

Publicado por cersacf.wordpress.com em 16/08/2019.

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